sexta-feira, 30 de março de 2012

ANONYMOUS VERSUS INTERNET


O grupo hacker ANONYMOUS prometeu derrubar a internet em todo o mundo neste 31/03/2012.

Dentro da OPERAÇÃO MARÇO NEGRO, este será o ataque GLOBAL BLACKOUT.

ATEU POETA

quarta-feira, 28 de março de 2012

A MAÇÃ

"....por que quem gosta maçã irá gostar de todas, por que todas são iguais..."
(Raul Seixas)

Um dos mitos mais conhecidos do mundo ocidental cristão é o mito da maçã no jardim do Éden em que dentre tantos frutos apenas este seria proibido pelo deus do cristianismo. Talvez o leitor tenha muitas vezes se perguntado por quê.

Hoje chegamos a uma conclusão a respeito do mitos da criação. Além deste, encontramos as possíveis razões por trás da força de Sansão e sua fraqueza nos cabelos cortados por Dalila e da razão pela qual os apóstolos de Cristo eram 12 e não outro número qualquer.

Para que se compreenda bem é necessário desconfiar dos paralelismos culturais, uma vez que a difusão é bem mais óbvia, embora complexa. 

Os elementos de sucesso nas culturas dos povos são sempre assimilados por outros que adotam muitas vezes com variações de modo que aparentemente não contradiga muito as tradições já existentes com a ser impostas para não comprometer os poderes locais. 

Esses elementos são manipulados pelos comandantes de forma a virarem instrumentos fortalecedores das identidades locais e objetos de coação. Isso tanto vale para o material quanto para o imaterial, uma vez que a lavagem-cerebral é uma forma substancial de controle das massas.

Sem mais delongas, vamos aos fatos. Na mitologia grega existem dois heróis de renome, Héracles e Aquiles. Ambos de inigualáveis forças. Eis que uma das estórias mais conhecidas são os 12 trabalhos de Héracles que acreditamos ser daí que vem o número dos apóstolos de Cristo, figura possivelmente inspirada em Baco e por isso o vinho lhe representaria em vez do sangue de animais, e num dos trabalhosHéracles matara um leão ou uma esfinge e em outro é ajudado por Atlas a conseguir uma maçã dourada no jardim das Héspérides.

Na mitologia Nórdica há uma deusa da juventude chamada Idun cujo pomar é repleto de maçãs mágicas sem as quais os deuses de Asgard envelheceriam normalmente, exceto Wotan que há muito alimenta-se apenas de hidromel, tendo seus cabelos grisalhos

Na religião hinduísta o fogo é um elemento sagrado, assim como na Grécia Antiga. O titã Prometeu, com ajuda de Atenae invadira o Olimpo a fim de roubar o fogo sagrado para os mortais. Por que Prometeu fizera isso? Ora, por que ele criara a humanidade da areia da praia junto com a água do mar.

A indagação seguinte é: o que o fogo tem a ver com a maçã mesmo? Eis que a simbologia do fogo grego seria a sabedoria, razão pela qual a deusa da sabedoria é que deveria ajudar nessa transposição. No caso, Atenae.

Então, por que a maçã passa através de Eva? Por que ela é a personificação de Atenae e Idun, e Adão é a da humanidade em si, por isso é feito do barro.Deus é a personificação ao mesmo tempo de Zeus, que pune Prometeu, e do próprio Prometeu, ao criar Adão do barro.

Então, maçã grega + maçã nórdica+fogo sagrado = maçã do Éden. E por que a expulsão do Éden? É simples, o Éden nada mais é que o Olimpo grego + Asgard nórdico. 

Asgard é construída por Wotan para separar deuses e mortais e do Olimpo os titãs foram expulsos, ou seja; as criações e a expulsão continuaram, mas mudaram as personagens nessa adaptação que deveria ser a história dos hebreus ou dos escravos que criaram essa seita, que sem o dedo de Constantino não chegaria a religião tão forte . Mas essa é outra história.

Qual o porquê da cobra tentadora de Eva? Esta é uma readaptação inclusive do próprio cristianismo. Nos livros apócrifos a primeira mulher seria anterior ao homem, chamava-se Lílite. Por ser muito atrevida recebeu um castigo de Deus. 

As versões variam em 1°- ela virou o que hoje conhecemos por Demônio, 2°-ela foi presa numa espécie de cacimba eternamente e 3°- ela fora transformada na mais peçonhenta das criaturas, a cobra. E para se vingar, tentou Eva, a segunda mulher, que era até então submissa.

E por que a cobra e não outro animal qualquer? Eis que é um bicho temido por quase todos os povos do mundo e está presente em vários contos antigos. Na própria mitologia grega Hera envia duas cobras para matar Héracles, este ainda bebê as esmaga de mãos limpas. Sem falar na Medusa, vencida por Perseu, que empunha o escudo de Andrômeda.

Na mitologia nórdica uma cobra de nome Midgard é filha de Loki, o deus da loucura, que assim como o Demônio luta contra Deus e Hades se aliou aos titãs contra os deuses do Olimpo, Loki se unirá aos gigantes no dia da Ragnarok, uma espécie de "Juízo Final" em que os deuses de Asgard morrerão, inclusive ele próprio. A cobra Midgard é tão grande que vive enrolada na Terra, chegando a morder a própria cauda.

Adiantando um pouco a Bíblia, nos deparamos com o mito de Sansão. A indagação agora é: de onde ele veio mesmo? Uma possível resposta é, que assim como os semi-deuses gregos são heróis e mortais, lutando junto com os homens, como Aquilescontra os troianos que supostamente morreria pelas mãos de Apolo transmorfo emPáris com uma flecha no calcanhar, Sansão era o humano, ou super-homem, com a missão de derrotar os faristeus em vez dos troianos. E tinha um ponto fraco, como Aquiles, que em vez de calcanhar foi transposto para os cabelos.

Por que Dalila, sua esposa, o traíra? Por que talvez ela tenha sido inspirada em Brunhild, uma princesa nórdica que se apaixonara por um cavaleiro chamado Siegfried. Este é o herói da saga " o anel do nimbelungos". Nele provavelmente foram inspirados muitos outros personagens como São Jorge, rei Artur(Inglaterra), Aquiles, Fion Mac Cumhail (Irlanda),Esfandiar (Pérsia) e Mahabharata (Índia). 
Acontece que na trama Brunhild faz com que Siegfried seja morto por Guttorm, com uma espada no peito ou uma lança no ombro, as versões variam. As estória é toda repleta de mau-entendidos e Brunhild acaba se jogando na píria funerária, para ser queimada junto com seu amado Siegfried. 

A furada que Longinus, o soldado romano hoje conhecido como são Longuinho, deu no peito de Cristo pode ter sido uma variação da estória do matador de dragões nórdico, Siegfried. 

Assim como a estória infantil "o soldadinho de chumbo", onde a bailarina é jogada pelo vento na mesma lareira onde o soldado perneta caíra, empurrado pelo diabinho, e lá viram juntos um pingente em forma de coração.

Terminamos este artigo respondendo por que Sansão mata um leão. É simplesmente por que Héracles também deve ter servido de inspiração para a criação deste personagem. E este mata, em um de seus 12 trabalhos impostos pelo rei Euristeu de Argos por matar Megára e os próprios filhos, o leão da montanha.

ATEU POETA
Historiador 
Graduado em Licenciatura Plena em História (2010)
& Pós-Graduado em Gestão Escolar (2016)

Fontes:

Franchini, A.S./Seganfredo, Carmen. As melhores histórias da mitologia nódica.7a.edição_-Porto Alegre, RS: Artes e Ofício, 2008.
Grande enciclopédia brasileira de consultas e pesquisas. volume V. "F-I". ed.Novo Brasil. Editor: Antônio Lopes. São paulo-SP. 1987/88.
Coleção: Lendas, mitos e fantasias n°1. Dragões: Nilson Luiz Festa. São Paulo-SP.ed.Minuano.

domingo, 25 de março de 2012

CÉREBRO SUPREMO


Pode ser que eu esteja errado quanto minha negação ao big-bang, entretanto, tudo o que nos pareça incógnita falsificamos de infinitude pela impossibilidade incompetente de enumerar por completo a latitude.

É uma virtude a qual talvez só alcancem as nossas evoluções, caso delas advenha um cérebro mais avantajado que se permita ser guiado pela mais completa razão empírica a que ainda não temos acesso.

Talvez uma tecnologia que só o futuro possa nos dar mostre o que houve antes do big-bang, se é que houve um, ou vários, não sei; talvez tenha existido uma espécie de manto universal feito estritamente de pedaços da suposta matéria original;cada partícula tão mínima que não posso afirmar se algum dia a encontraremos, mesmo com um cérebro supremo do qual não somos dotados.

ATEU POETA
14:54
24/03/2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

REVOLUÇÃO


REVOLUÇÃO
(versão soneto)

Sonhei com um mundo diferente
Eu não podia acreditar
Em tanta coisa dessa gente
Tão estúpida e atroz

Mais um dia, sigo em frente
Temos que acordar
Por que tudo que existe
Na essência é igual

Toda a beleza é igual a nós
Os monstros, o universo é igual a nós
Mendigo, deputado é igual a nós

Bancário ou favelado é igual a nós
Não deixe os poderosos no poder
Faça a revolução

ATEU POETA
7 horas da manhã
20/03/2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

Campanha - Sou Ateu, Brasil !


Uma Campanha contra o Preconceito, ainda pertinente em nossa sociedade. Uma campanha que visa que Ateus sejam vistos com naturalidade e que não sejam demonizados em nossa sociedade.
Foram quase 100 vídeos de ateus mostrando a sua cara, dizendo que existe, que somos pessoas normais e que exigimos ser tratados com respeito quanto a nossa condição de não acreditar em divindades.




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SEPULTADA NA COVA DAS SINAS


Aberta uma porta
dessas crendices
para qualquer doença
correrão tolices
e desavenças

disseram que a poesia
em algum certo dia
foi vista morta
tanto inexata
confusa e sepultada
na cova das sinas

que sobrou apenas cinzas
sobrou o nada
no viés das vias tortas
dessa vida que tenta
e retenta
mas nunca ensina

e eu e somente eu
que sou assim, meio louco
não conheço o tal deus
e nem tampouco
o fiadaputa do diabo

não temo livro sagrado
sequer tridente ou rabo
picho os muros do céu
e do inferno
num rabisco estabanado

num toque terno
de inocência
e certa demência

estou por aí tão soturno
esmagando cabeças
com meus coturnos
num passo vago
sem sentenças
ou pecados

à direita um anjo
toca trombeta
diz que a coisa tá preta
do outro lado

e um insano capeta
fazendo careta
em tom debochado
diz que porta aberta
quando fecha
sempre deixa uma brecha
donde se vê os estragos.

Wasil Sacharuk 

domingo, 18 de março de 2012

Os Quatro Cavaleiros - Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens



Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens - Juntos sem moderação, os quatro gigantes do Ateísmo e do Pensamento Livre conversam sobre Ciências, Deus, Religião, etc.


Gravado em 30 de setembro de 2007. Todos os quatro autores têm recebido recentemente uma grande quantidade de atenção da mídia para seus escritos contra a religião - algumas positivas e outras negativas. Nessa conversa eles contam histórias sobre a reação do público aos seus livros, os sucessos inesperados, críticas e deturpações comuns. Eles discutem as perguntas difíceis sobre a religião que enfrentam o mundo hoje, e propõem novas estratégias para o futuro. 


A afinidade entre eles é obvia, mas é curioso notar, também, as diferentes visões e posturas em relação aos temas discutidos. Dawkins e seu antiteísmo militante; Hitchens e sua análise política cortante; Harris e sua proposta de uma espiritualidade ateísta e Dennet, com seu temperamento conciliador. O vídeo é relativamente longo, praticamente duas horas de duração. Mas se o leitor deseja conhecer os ícones do ateísmo moderno para além de suas obras, assistí-lo é indispensável.


Biografia:


- Richard Dawkins
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_dawkins


- Daniel Dennett
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Dennett


- Sam Harris
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Sam_Harris_(author)


- Christopher Hitchens
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Christopher_Hitchens



terça-feira, 13 de março de 2012

UMA SUPERSTIÇÃO CHAMADA PECADO


A existência é o vazio, a vida em si o é. E como não suportamos essa verdade que nos nega enquanto seres, buscamos outros vazios para suprir o nada que é esse vazio; e para fingir que esses nadas são algo importante os rotulamos um por um, como se o simples rótulo, que também é nada, fizesse de cada vazio o próprio sentido da existência.

Um exemplo bem claro é a negação da nudez. Por que hoje é proibido andar nu nas ruas? Como mostrou muito bem na crônica “O homem nu”, Fernando Sabino, não importa quem você seja; no momento em que andar nu na rua você é um infrator da lei.

Mas, o que é a nudez? Você já se perguntou? Imagine-se num tempo em que toda a humanidade era igual e alguém forjou algum símbolo que o fez admirado por uns e temido por outros; o que lhe permitiu exercer poder sobre alguns seguidores que, por sua vez, também queriam prestígio e forjaram outros símbolos para si que também pusessem medo nos outros ou que os fizessem admirados, logo, estes também teriam alguns seguidores e assim por diante até que se fecharam em um grupo separado com uma hierarquia de privilégios que cresciam, e, com o tempo, precisariam de pessoas para os servirem, talvez, assim tenha nascido a primeira tribo.

Esses símbolos poderiam ser caveiras entalhadas, desenhos que mais tarde foram tidos como deuses, moedas de troca que mais tarde deram origem ao dinheiro, estórias inventadas sobre acontecimentos incríveis que mais tarde se tornaram estórias de deuses e heróis, ou mesmo cicatrizes de luta com algum bicho mais forte em que o bravo teria sobrevivido e estava ali contando o que ele dizia ter acontecido e cada vez que contasse a mesma estória alguns detalhes eram suprimidos ou elaborados e outros espelhados neste bravo contador de estórias criaram estórias mais comoventes e absurdas e, com isso, esses iam ganhando prestígio e ganhando mais servos.

Algo teria que diferenciar o líder supremo dos demais ou qualquer um assumiria o poder a qualquer ora, ou esse poder seria facilmente esquecido e os privilégios se desfariam. Algum adorno junto ao corpo se faria necessário, principalmente algo brilhante para induzir a crer nos poderes supremos de seu líder, para sua fácil identificação pela tribo e para se percebido de uma distância maior. Na falta de algo reluzente poderia ser algo colorido ou de uma cor bem chamativa como o vermelho.

Para identificar os familiares do líder, vestimentas tiveram também que ser forjadas. E para identificar os demais integrantes da tribo, outro tipo de vestimenta teve que ser elaborada em maior escala.

Todos aqueles que vestissem outra coisa ou que não vestissem nada seriam inimigos, assim como também os identificava um idioma, o modo de cortar o cabelo, tatuagens, arranhões feitos no braço do guerreiro, coisas brilhantes, como metais, cocares, palha, e alguns povos desenvolveram tecidos de lã.

Quem não seguisse o padrão ou viraria escravo ou seria morto como oferenda aos deuses ou para canibalismo, ou teria que casar com alguém da tribo e a partir deste casamento começar a seguir a cultura. No caso dos povos celtas os escravos depois de uns anos poderiam escolher entre ir embora ou se incorporar à tribo na parte mais baixa da hierarquia.

A verdade é que milhões de culturas ou mais foram criadas para suprir esse vazio sem fim, e, para isso, criaram seres espectrais de um possível bem e mal que aterroriza a humanidade na contemporaneidade e pode ainda aterrorizar enquanto o homem existir. Suprir um nada com outro nada não criou um sentido para a vida. Negar esse nada é a única forma de se permitir ser verdadeiro até a inevitável decadência biológica.

Esse nada é, foi e será pretexto para guerras de destruição em massa, no vão esforço de forjar mais nada. Mas a verdade é que matéria alguma pode ser desfeita, para desespero dessa desumana humanidade incrivelmente vil e absurdamente imbecil.

Não importa se o seu deus odeia ou ama os demais seres supernaturais, pois, nem ele nem os demais jamais existiram. O mais próximo de um deus para você é o Chipanzé, pois vocês têm um ancestral em comum.

Não há o que por no lugar desses mitos, pois são vazios que não podem ser preenchidos por que são somente ilusões, e não se pode preencher uma miragem.

As superstições são de longe uma das formas mais ridículas de preencher o vazio da existência. Vamos à explicação do surgimento de algumas das mais famosas e de uns mitos também:

1.      7 anos de azar ao quebrar espelhos.

Não quebre espelhos em sua casa, pois para cada um terá 7 anos de azar. E se quebrar 100 espelhos você viverá 700 anos? Infelizmente não. Acontece que em eras distantes, onde espelhos não existiam, as pessoas se olhavam nas águas cristalinas dos rios e acreditavam que se as águas estivessem turvas a alma de quem tivesse refletido o rosto em tal desalinho se estraçalhava e passa 7 anos para voltar ao normal, com isso, 7 anos sem alma inteira significava sem receber bênçãos válidas, logo, 7 anos de azar. Na Idade Média a superstição se estendeu a qualquer coisa que refletisse, inclusive espelhos. E como a ultima imagem de um espelho é em geral de quem o quebrou, logo, quebrar espelhos dá 7 anos de azar.

2.      Gatos pretos.

A Santa Inquisição queimava vivo quem tivesse um gato preto em casa. Era um sinal claro de bruxaria, logo, gatos pretos dão azar.

3.      Vamos começar com o pé direito?


Geralmente as pessoas são destras, logo, se fizessem algo com uma mão sem DESTREZA, exceto se for canhoto ou AMBIDESTRO, terá azar.

4.      Escadas.

Geralmente cai algo na cabeça de um descuidado que passe debaixo de uma escada com uma pessoa trabalhando se não prestar atenção, portanto, dá azar.

5.      Feche os olhos dos mortos!

Isso surgiu na Grécia Antiga, onde se punham um par de moedas nos olhos de quem morresse para que o morto pagasse o barqueiro do Rio Queronte a fim de atravessar a alma ao Tátaro, caso contrário, o morto voltaria para assombrar a sociedade eternamente.

6.      _Atim!/ _Saúde!

Sua alma sai pelo seu nariz e boca quando você espirra. É, não é catarro, é sua alma. E para ela voltar é preciso que se diga “Deus te abençoe”, mas com o avanço da medicina a superstição se modificou para “_Saúde!” e se esqueceu o porquê.

7.      Prever o futuro

Muitos povos acreditam que seus deuses têm por escrito (os que possuem escrita) o futuro, passado e presente ou que têm o tempo tecido ou predeterminado de alguma forma. Na Grécia tinha as 3 Parcas (Parco é um nome de um povo persa que derrotou Roma em batalha, mas que foi vencido pelos Saxânidas, estes venceram Roma 3 vezes) que teciam, fiavam e cortavam o fio da vida (as deusas Cloto, Láqueis e Átropos). Na cidade de Delfos (ou Delos) havia a sacerdotisa Pitonisa, no oráculo do deus Apolo, dizendo o futuro em poesia. Os celtas esperavam a Grande Ragnarok, o dia em que deuses e gigantes se enfrentariam todos de uma vez, num confronto final; o cristianismo chamou de Apocalipse(revelação) ou Armageddon.  

8.      Pedir bênção e amaldiçoar.

Quem acredita num deus lhe pedia sorte, com o nome de bênção, e desejava mal ao inimigo, o que se chama maldição. Ser abençoado é como receber um pouco do poder e ser amaldiçoado seria como se esse poder fosse tirado de você. A sorte é um poder para os supersticiosos.

9.      A simetria.

É comum pensar no corpo como simétrico, então, mais comum ainda a mania de querer manter essa simetria como se para manter o equilíbrio, e disso, nascem mil manias. Mas, um detalhe tem que ser dito: seu corpo jamais foi simétrico. Pode medir.

10.  Bata na madeira!

Antes era nas árvores. Na Fenícia Antiga se acreditavam que os deuses dormiam dentro das árvores e se dissesse algo ruim os enfureceria, de modo que eles acordariam de mau humor e o matariam. Logo, era bom bater nas árvores pelo menos 3 vezes para ver se havia deuses dentro delas, antes ou depois de falar alguma coisa ruim ou um palavrão. Com o crescimento das cidades fica mais difícil ver árvores, logo transferiu-se para objetos de madeira. Mas, quando faltar madeira, faça como muitos que batem em mesas de vidro ou na primeira coisa que virem pela frente e de qualquer material.

11.  Não fale o nome de Deus em vão!

No Antigo Egito, depois que Amenóphes IV fundiu deuses para unir o Império, Há se chamava também de Atón, Krepi, Amón e tinha mais um quinto nome secreto que passaria os poderes do deus para quem o pronunciasse. Quando Moisés forjou os 10 mandamentos se lembrou desse: “_Não diga o nome secreto de Há!” e mudou para: “_Não diga o nome de Deus em vão!”.

12.  Não fale o nome do Diabo!

Esse é um ser baseado em muitos seres, e com isso também tem vários nomes (Assim como Deus tem Dia, Dio, God, Alá, Yawehd, Yavé, Javé, Jeová e Théo ou Téus que significa aquele de cima) como Zarapelho, Capiroto, Diabo, Demônio, Cão, Satanás.

Demônio tem duas origens: era o nome de um povo oprimido, de onde vem o termo democracia (governo dos demônios) eDaymons também na Grécia Antiga era um dos nomes dados para as ninfas que inspiravam os poetas.

É inspirado em Hades, Loki, Seth, Tiamaat, Cornífero, nos séfiros e tantos outros seres, sendo deuses ou não e um deles éThanátos, o deus da morte grego outra é Hell, a deusa celta da morte, logo, dizer o nome ou invocar um desses seres era semelhante a pedir a própria morte, a não ser que quisesse fazer um acordo para forjar a morte de outro.

13.  O filme Sexta-feira 13 aumenta a superstição do número 13 ser de azar.

Não pare de ler nesse número ou terá 13 anos de azar! Bem, o número 7 (em egípcio sete significa Ejacular) é o número preferido de Cristo na Bíblia e o número 6 é atribuído a “Besta-Fera”.

14.  Lugar mau assombrado.

Direto da religião grega. Se alguém morreu num lugar sem que ninguém soubesse não haveria quem pusesse moedas em seus olhos, logo, não poderia pagar ao barqueiro do Rio Queronte, então, a alma passaria a assombrar o local até que alguém encontrasse p corpo e pusesse duas moedas nos olhos.

15. Besta-fera.

Besta= fera; arma da idade média semelhante a um arco (ver o filme Van Helsing).

Mito baseado na religião egípcia. Rá (ou Há) manda a deusa com cabeça de gato Baklimet matar todos os homens. A deusa obedece ao pai, transformando-se em uma leoa gigante e começa a comer todas as pessoas do Egito, até que Rá se compadece e esconde os últimos sobrevivente do “mundo” (Egito) e põe a leoa feroz para dormir. O caso se deu por que alguns zombaram do deus, dizendo que ele estava velho e sem forças. Cuidado, se a leoa acordar, a carnificina continuará! Só pra constar, “besta-fera” é mais uma redundância do catolicismo.

16.  Não. Essa mão é do gato!

Os mais velhos dão um tapa na mãe esquerda quando a estender para pedir a bênção. Mas, por quê? Por que é uma variante do preconceito de achar que todo mundo é destro, e, logo, o lado direito é bendito por natureza e o esquerdo é o lado mau. Mas, se é assim, o lado esquerdo que deveria ser abençoado! É uma ignorância dar a quem tem e negar a quem não tem.

17.  Botijas amaldiçoadas.

Enterrar tesouro é um costume muito antigo, principalmente dos piratas. Mas a crença das maldições, de que se fosse buscar sozinho morria e outras vêm da crença antiga de tesouros amaldiçoados, e esta, por sua vez, vem de “O anel dos Nimbelungos” (Wagner), uma antiga lenda celta que deu origem à trilogia “O senhor dos anéis”. Procure por Siegfriedou Sigurd (Constantino transformou Siegfried em São Jorde de Anicie da Capadócia, criando a cruz vermelha.

18.  Síndrome do Pato Donald e do Gastão.

Isso vem da crença absurda de que você é escolhido ou amaldiçoado por natureza. Alimentado pelo terrível mito da Reencarnação (de várias religiões; como a celta, grega, egípcia e cristã, etc.). Calvino defendeu a idéia de que se você obtém sucesso é um sinal de que você é um escolhido, para ele seria o único sinal. Mas, você pode tentar encontrar a moeda número 1 do Tio Patinhas. Quem sabe?

19.  Não fique pensando besteira, que o pensamento atrai!

Isso é TERRORISMO puro pregado pelas religiões. Lhe falaram tantas vezes que você acabou acreditando a sua cabeça é um ímã que atrai coisas boas e ruins, assim você pense positivo ou negativo. Mas, nem você é o “Estrela Polar” do “Ben 10” e nem negativo atrai negativo. Reveja sua noção de física para ver que negativo atrai positivo, logo, se pensar coisas boas acontecerão coisas ruins e se pensar coisas ruins acontecerão coisas boas. Agora, leia Nietzschepara entender a relatividade do que você chama de bem e de mal.

20.  Pecado.

Pecado= sujeira.
Mas, se viemos do barro de Adão (Adam; Adônis grego) como podemos nos limpar? Tomar banho é pecado por que você pode se masturbar ao ficar nu. Mas, se lembre de que veio do barro e, daí, não tome banho, por que barro com água se desmancha!

Se você leu este artigo até o fim você cometeu o pecado da HERESIA, que ao pé da letra significa “livre-pensamento”.

ATEU POETA

domingo, 11 de março de 2012

FÁTUA: TABU E PERVERSÃO SEXUAL


1.      GAYS PERVERSOS

EFEBOS (Grécia): Garotos jovens que eram estuprados por homens da elite na Grécia.

GAROTOS ESCRAVOS E POBRES (Roma): No Império Romano, também homens ricos estupravam garotos escravos e pobres, embora que apenas se falem dos chamados efebos da Grécia. Em Roma acontecia o mesmo, embora que não se desse um apelido para esses jovens, como na Grécia. A pesquisadora Yale Sarah Rudendefende a visão de que Saulo de Tarso (São Paulo) teria condenado o homossexualismo com a finalidade de proteger as crianças da “predação sexual” romana.

LEONARDO DA VINCI (Itália): Gostava muito de um jovem de quem fora afastado. Não há certeza quanto a atos sexuais entre ambos ou se Da Vince teve atos sexuais com alguém em toda a sua vida, ou se morreu virgem.

ALEXANDRE MAGNO (Grécia-Macedônia): Alexandre, o Grande, possivelmente tivera vários amantes, usando, na maioria das vezes, de tortura e coação para conseguir o que queria.

NERO (Roma): Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus tinha dois amantes: Marcus Salvius ePoppaea. Nero também se apaixonou pela escrava Claudia Acte, por causa de quem rompeu laços com sua mãe,Agripina. Nero matou a própria mãe, duas esposas, um irmão e mandou matar cristãos, dentre eles os santos Pedro e Saulo de Tarso (São Paulo).

JÚLIO CÉSAR (Roma): Caio Júlio Caésar, o general mais famoso, possivelmente tivera relações com Nicomedes, um soberano da Tibínia. Daí a alcunha de “Rainha da Tibínia” posta por suas legiões.

GLAN GASTONE (Florença): Gastone montou um estábulo sexual com 370 garotos. Fazia sexo com os garotos bêbados em sua cama; onde dormia também com cães, bebia, defecava e vomitava.

HELIOGÁBALO (Roma): À noite se prostituía em bordéis. Travestia-se dia e noite. De dia o imperador apresentava o escravo Hiérocles como seu marido. Ofereceu metade do Império Romano ao médico que lhe pudesse dar uma vagina.

TIBÉRIO (Roma): Avô de Calígula e esposo de Júlia. Tibério levou vários garotos para a ilha de Capri. Também fez zoofilia com burros, bodes, camelos, zebras e até com um leão domesticado. Deixou a esposa morrer de fome. Assassinou a mãe e 2 irmãs de Calígula.

DOMICIANO (Roma): O imperador romano mandava matar concubinas e escravos, depois de os depilar pessoalmente para manter relações com os defuntos (necrofilia). Também fazia zoofilia com bodes e porcos.

MAO TSE TUNG (CHINA): Deflorou mais de duas mil virgens. Estuprava também jovens recrutas levados a ele pelo general Pen Duhai, comandante do exército.

2.      GARANHÕES SÁDICOS

CALÍGULA (Roma): Gaius Caesar Germanicus era amante das 3 irmãs, dentre elas Agripina, mãe de Nero. Arrancou um feto seu do ventre de uma de suas irmãs com as próprias mãos. Assassinou seu avô Tibério.

IDI AMIN (Uganda): Cortava os pênis de seus adversários. Dormia com as mulheres de seus adversários e com as mulheres de todos os seus subordinados.

YANG (China): Projetou cama vibratória para deflorar virgens resistentes. Mandou construir monumentos e estradas que causaram a morte de milhares de pessoas.

IBN SAUD (Arábia Saudita): Teve 20 mil mulheres, 17 delas eram esposas e 660 concubinas. 48 filhos legítimos e 600 filhos bastardos.

GEORGE IV (Inglaterra): Pelo menos 7 mil amantes.

WILT CHAMBERLAIN: 2O mil mulheres.

JHON CURTIS HOLMES: 14 mil mulheres.

REI EDWARD VII: 7.800 mulheres.

REI MONGUT: 9 mil mulheres.

REI MUTEESA: 7 mil mulheres.

ANÔNIMO: 52 mil atos sexuais, segundo contagem do cientista Alfred Kinsey.

3.      DEVASSAS:

JÚLIA (Roma): A imperatriz dormiu com metade dos aristocratas de Roma e se oferecia a estranhos nas ruas, os arrastando para os becos. Já na adolescência não sabia contar o número de amantes que possuía. Exilada por seu pai, Augusto, na ilha da Pandateria, foi esquecida por seu marido, Tibério, e morreu de fome.

MADEMOISELLE DUBOIS (França): Dormiu com pelo menos 16.527 homens, contabilizado por ela própria.

VALERIA MESSALINA (Roma): A imperatriz, esposa de Cláudio, transformou uma ala do palácio em seu bordel particular onde atendia a qualquer um por um preço simbólico. Chegou a disputar com uma puta famosa de sua época e venceu ao se deitar com 25 homens em 24 horas.

VANOZZA DEI CATANNEI e GUILIANA FARNESE:amantes do papa Alexander VI. Vanozza era apelidada de Esposa de Cristo, ela enriqueceu graças ao papa. Guiuliana foi instalada em um palácio em frente ao Vaticano e foi responsável pela indicação de Paulo III a cardeal.

MAROZIA: amante de dois papas e fez da Basílica de São João de Latrão o seu bordel pessoal.

4.      PROSTITUIÇÃO EM POMPÉIA

41 bordéis. 156 tavernas. 80% da população era pobre.

Lupanári: era o bordel mais conhecido. Funcionava às 9 horas (79 d.C.)

Gladiadores: eram também garotos de programa para mulheres ricas, virgens ou casadas.

Escravidão Sexual: as prostitutas eram escravas seqüestradas da Ásia e África. Com o crescimento do cristianismo, cristãs são forçadas a ser prostitutas; como castigo.

Prostitutas especialistas: Muitas das prostitutas eram especialistas em um tipo específico de sexo, como exemplo Mirtes, que era especialista em sexo anal; outras se especializavam em sexo oral ou em posições complexas (como as do Kama-Sutra).

Mulheres livres: viravam prostitutas por desespero, por causa da miséria.

Delano: cafetão que subornava a polícia e trabalhava para pessoas da elite, as reais donas do bordel.

Mulheres ricas: também eram prostitutas, tinham amantes e contratavam garotos de programa.

Casa de Ceticióri: a elite tinha clubes de sexo particulares, uma delas era a casa de Ceticióri. Cenas de sexo pintadas por todo canto igual aos bordeis, porém mais elaboradas. O dono fazia e permitia orgias particulares. Dínimus levou duas moças e um garoto à casa de Ceticióri.

Calígula: em 40 d.C. criou imposto sobre a prostituição, enriquecendo os cofres públicos e instala um bordel. Não fosse esse imposto Roma não teria escapado da falência.

Nero: também vivia em bordéis. Em toda a Roma acontecia o mesmo que em Pompéia, só que Pompéia se preservou mais por causa do Vesúvio.

Vespasiano (depois de Nero, 69 d.C): manda pintar em Roma por cima das figuras de sexo para escondê-las.

5.      SEXO NAS RELIGIÕES

  • Egito:


7 (sete) =  atirador; ejacular. O nome do deus mau é justamente Seth.

Papiro erótico de Turim: mais antiga revista pornográfica há 2 mil anos do Kama-Sutra. 12 posições sexuais que oKama-Sutra imitou.

Deuses casando: quase todos os deuses se casam entre irmãos.

Geg (a Terra): O deus Geb faz sexo consigo mesmo antes de criar os seres vivos.

  • Hinduísmo:


Em uma das versões na origem da trilogia suprema, o deusShiva aparece entre Bhrama e Vishnu como um pênis de fogo sem início nem fim. Em uma outra versão Shiva é uma deusa, Shiva um deus e Parvate é o terceiro da deus da supremacia, sendo um deus hermafrodita que ora vira masculino, quando apoiaria Shiva, ora vira feminino, quando apóia Vishnu.

Krishna: via meninas tomando banho e roubava suas roupas para vê-las nuas. Até as mulheres casadas o seguiam à floresta quando ele tocava flauta (ver o flautista de Handlin).

  • Budismo:

  
No século VI o avatar hindu da deusa Vishnu, Sidarta Gautama, o Buda, teria abandonado a esposa no caminho da pátria religiosa que os monges seus seguidores adotaram. Daí a estória do celibato.

  • Grécia:

  
Zeus: traía Hera com deusas, ninfas e mortais.

Afrodite: nasceu da espuma do mar resultante da castração de Urano por Cronus. Teve vários amantes, dentre eles os deuses Baco, Hermes e Ares. Dentre os mortais, Adônis que também era amante da deusa Perséfone, a esposa de Hades.

Baco: No princípio o deus mais querido pelo povo, se opondo a Apolo. Teve incontáveis amantes e seguidoras, as bacantes. Talvez dele venha o termo “bacana”.

  • Catolicismo:

  
Mesmo com as proibições expressas pelos concílios de Elvira (306), Nicéia (325), Latrão (1123 e 1139) e Trento (1545-1563) a verdade é que os clérigos jamais deixaram de fazer sexo, em detrimento da castidade que nunca foi seguida efetivamente como a Igreja ainda prega.

Nepotismo: Nepos = sobrinho. Muitos “sobrinhos” de papas eram transformados em cardeais. Mas, de fato os “sobrinhos” eram filhos dos papas. Calixto III nomeou o “sobrinho” Alexandre VI (Rodrigo Bórgias) como cardeal. O papa Alexandre VI (1492-1503) nomeou dois filhos como duques (César e Jofre), dois netos como cardeais. Ainda nomeou Paulo III (papa de 1534 a 1549) como cardeal a pedido de sua irmã e amante Guiliana Farnese, depois instalou esta num palácio ao lado do Vaticano. Alexandre VI também teve Vannozza dei Catannei como amante.

Concílio Quinissexto (Constantinopla, ano 692): Permitia no oriente clérigos casados, se estes já estivessem casados antes da ordenação. Apesar de não ser permitido, naInglaterra, em Milão e no norte da Itália era comum o casamento de bispos e que os cargos passassem por hereditariedade.

Marozia: Mãe do papa João XI (filho de Marozia e do papa Sérgio III). Foi amante de Sérgio III (papa de 904 a 911) e do papa João X (também amante de Teodora, a mãe de Marozia). Marozia arquitetou a morte de João X e pôs em seu lugar o filho João XI. Anos depois assume o papado João XII, neto de Marozia. Marozia teria transformado a Basílica de São João de Latrão em um bordel pessoal, onde teria morrido em 964, nos braços de um de seus amantes.

Concílio Vaticano II (encerrado em 1965): permite a ordenação de diáconos já casados.

Atualidade: quase 70 mil padres abandonaram o cargo entre 1964 e 2004. No Brasil pelo menos 7 mil padres abandonaram a profissão para casar. Quase 5 mil eclesiástico são acusados de pedofilia no mundo. Em 2012, 2 monsenhores e 1 padre presos no Brasil por pedofilia e um padre na Argentina é acusado de tortura e assassinato por um jornalista.

Cátaros: era uma ordem da Igreja que arrebanhou tantos fiéis que começou a competir com a própria Igreja. As outras ordens os mataram. Cátaro = puro (de Catarina). Os cátaros pregavam que o casamento e o sexo eram coisas do mau e, por tanto, deveriam ser evitados. Uma das coisas que os fez ser vistos como santos foi além de tudo o autoflagelo que a ordem fazia muito.

Sexo contraceptivo: tudo o que fosse contraceptivo era proibido pela Santa Inquisição (que surge a partir do século XIII). Para a Igreja o sexo anal, sexo oral, a posição da vaqueira eram estritamente proibidos, assim como tomar qualquer coisa que achassem que dificultasse ou atrapalhasse a gravidez. Recomendava-se a posição do monge, por que o sexo deveria ser estritamente para a procriação, de outro modo seria pecado, e se a mulher estivesse por cima se achava que o sêmen não conseguiria a fecundação, por que não tinham o conhecimento aprofundado sobre o espermatozóide.

Sexo anal: era permitido se a mulher alegasse que engravidar a deixaria feia e com o corpo deformado, ou que não pretenderia engravidar, e que esse seria o único modo de não engravidar sem pecar. Sob um desses argumentos aSanta Inquisição liberava.

6.      REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:

Com o advento da era industrial na Europa as famílias se separavam muito durante o dia, com o advento da eletricidade houve também jornadas noturnas de trabalho. As crianças trabalhavam em uma fábrica a mãe numa segunda e o pai numa terceira, na maioria dos casos.

Eram comuns os casos com colegas de trabalho. Havia muito sexo dentro das fábricas. As mulheres, tanto solteiras quanto casadas, mantinham relações sexuais com seus chefes e superiores para conseguir alguma vantagem; aumento de salário, proteção, ou mesmo manter o emprego. Todo mundo aglomerado em um mesmo bloco, sem planejamento da parte dos donos das fábricas foi um fator que aumentou bastante a traição na Europa.

Era comum crianças serem açoitadas e estupradas nas fábricas; a maioria morria em detrimento desses maus tratos, somados às longas jornadas de trabalho e às péssimas condições do ambiente fabril.

7.        TRÁFICO DE PESSOAS:

  • Tráfico de órgãos: Não se sabe ao certo quantas pessoas hoje foram traficadas, mas esse é o negócio que mais dá lucro no mundo depois do tráfico de armas e drogas, e está interligado, gerando 32 bilhões de dólares por ano. Homens, mulheres e crianças alimentam o negro mercado de órgãos e da escravidão sexual. Os aliciadores procuram geralmente pessoas negras e de pouca instrução, em lugares pobres; como os continentes Africano e Asiático, países de 3° mundo; como México, Bolívia e Brasil, e Estados pobres; como Piauí, Ceará e Maranhão.


  • Escravidão sexual atual: pelo menos 1 milhão de mulheres vivem ilegalmente na Europa, principalmente na Itália e Espanha, sendo obrigadas a se prostituir, vivendo como escravas sexuais. Cerca de 100 mil dessas escravas sexuais são mulheres brasileiras. Mulheres virgens chegam a valer 1 milhão de euros.


ATEU POETA
Pacoti, 08/02/2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

REBATENDO VOLTAIRE


François-Marie Arouet, mas conhecido como Voltaire, em seu livro “Histoire de Jenni ou Athée el le Sage” (História de Jenni ou o Ateu e o Sábio) criou uma estória de um garoto filho de um padre anglicano como desculpara para caluniar os ateus.

Embora o seu personagem Freind reconheça “ateus honrados”, no caso, Epicuro, Leontium, Lucrécio, Memmius, Spinoza, e Hobbes; afirma que o ateu rico viveria com honra em sociedade, enquanto o ateu pobre seria tolo se não matasse para roubar.

Isso é a expressão de um duplo preconceito; mostra claramente que Voltaire não confiava nas classes mais baixas, ligando-as diretamente ao crime. Mas, se a realidade correspondesse, não haveria tanto rico ladrão ainda hoje, e na própria época em que ele escreveu o livro.

E se Deus fosse um freio, como é afirmado num trecho logo a seguir, não haveria tanto derramamento de sangue em nome das religiões. Os ateus nunca fizeram cruzadas, nem crucificaram ninguém. Muito menos lutaram para ocupar terras ditas “santas”.

O pastor anglicano Freind ainda afirma que Agostinho teria visto povos sem cabeça e de um olho só, dando a entender que tal coisa seja verdade simplesmente por que Agostinho teria escrito. Mas é um absurdo! Uma grande mentira! Como François quis que alguém acreditasse em absurdo tamanho?

Birton, o personagem supostamente ateu, que na verdade seria um agnóstico, por que não tinha convicção, coisa que François deixou claro desconhecer; fala “por Deus”. Um ateu não falaria assim perante um debate sério, a não ser por deboche.

Birton e Freind são iguais num aspecto, ambos são racistas. Freind considera os negros subumanos enquanto Birton não gosta de judeus. Podemos concluir disso que o próprio François era racista.

O livro mais parece uma missa anglicana em que ao mesmo tempo são caluniados os ateus e a Igreja Católica é atacada. Enquanto os fanáticos são descritos como a pior espécie de gente.

Para Voltaire, os ateus seriam monstros pensantes que poderiam ser convertidos por que tinham idéias próprias enquanto o fanático era um monstro pior, justamente por que é um ser que não pensa, apenas segue.

O problema é que esse medo do ateísmo é um preconceito fanático, logo, François-Marie Arouet era um anglicano fanático.

O tempo mostrou que Voltaire está errado e eu estou aqui para lembrar o erro deste pensador. Já se foi o tempo em que não se poderia rebater pensadores, está na ora de surgirem questionadores com coragem para desmascará-los.

O ateísmo não é apenas um movimento, mas sim um ato de coragem. Para mim é uma conquista mental pessoal. Há quem veja como uma coisa inevitável em suas vidas. Ser ateu, acima de tudo, é ter a coragem de abandonar as amarras mentais impostas pelas religiões; uma superação das culturas e ao mesmo tempo estar vivendo um estado natural da mais pura sanidade mental.

Ser ateu é não se dopar; sair da caverna para ver o mundo real como de fato é, sem superstições. O misticismo é, foi, e será o maior dos males da face da Terra por que ele é que mata os inocentes, justifica o injustificável, elege os maiores crápulas, escraviza os sujeitos e põe a culpa nos fracos.

Abaixo Voltaire e viva o ateísmo!

Diga não ao preconceito aos ateus.

Pense!

Seja um questionador!

ATEU POETA

terça-feira, 6 de março de 2012

ENTREVISTA COM ASA HEUSER E ANDESSA


ENTREVISTA COM ASA HEUSER E ANDESSA

Aqui, converso com duas gaúchas, simultaneamente.

Asa Heuser mora em Guaíba, RS. É professora de Inglês e Sueco.

Andressa mora em Venâncio Aires, RS. Não tem trabalho fixo, faz “bicos” de atendente e babá.


Vamos à entrevista:


Ateu Poeta:
O que vocês estão achando do caso Datena?

Asa Heuser: O que deu para perceber foi que há uma atitude generalizada de que os ateus são pessoas automaticamente sem moral, e o Datena reforça esse preconceito cada vez que usa o seu bordão "Isso é coisa de quem não tem deus no coração".

Esse bordão ele usa há muito tempo, e a princípio eu tenho a impressão de que era mais direcionado a determinada vertente religiosa, que seria "coisa do capeta", na opinião do apresentador.

Já no dia 27 de julho de 2010, ele realmente se referiu diretamente a ateus e nesse caso acho que também houve uma motivação política no discurso dele.

Duas fontes independentes, CNT/Sensus e Fundação Perseu Abramo, já constataram que os ateus são uma categoria que tem a antipatia da maioria dos brasileiros.

Se o saudoso Betinho (Herbert José de Sousa) ou o Drauzio Varella se candidatassem a presidente neste país, perderiam as eleições apenas por serem ateus, mesmo sendo eles uns dos maiores benfeitores no Brasil.

Muita gente odeia os ateus porque não conhece nenhum. O que o Datena fez foi apoiar o preconceito e o ódio que estão aliados a esta ignorância.

Andressa: Eu não cheguei a ver ele na tv, pois não assisto, mas li um pouco sobre o caso na internet, é revoltante!


Não da para entender como um cara desse ainda pode ter um programa na tv!

Ele deveria pedir desculpas publicamente aos ateus e no mínimo tirarem ele da tv!

Ele é um babaca que se empolgou e nem deve ter visto a merda que fez.

AP: Por que será que confundem criminosos com ateus?

AH:Porque esta é uma imagem convenientemente divulgada e reforçada pelas religiões para assustar os seus fiéis, com o fim claro de afastá-los de qualquer convívio com pessoas assim, para que não sejam influenciadas.

O "perigo" real é eles descobrirem que os ateus são pessoas normais, nem melhores nem piores que as demais.

A:É pelo fato de ainda crerem que quem não tem Deus no coração é um monstro, a maioria acha que para sermos bons temos que ser fies a Deus, o que só mostra o quanto são ignorantes.

AP: O que os ateus podemos fazer para que se diminua o preconceito para conosco?

AH: Devido ao preconceito muito forte é difícil para muitos assumir publicamente o seu ateísmo, mas esse seria um passo necessário para que ficasse claro que tipo de pessoas nós somos.


Por enquanto, só os que não correm o risco de sofrer represálias é que podem fazer isso, e a estes cabe, na medida do possível, divulgar o máximo de conhecimento e informação sobre o assunto para que possa haver uma mudança de opinião por parte das pessoas.

Estamos aqui para dizer "muito prazer, somos ateus e cidadãos como você, e não merecemos seu ódio".

Organizações como a Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS), da qual sou vice-presidente, estão aqui para trazer esta mensagem, entre outras.

A:Saírem do armário é um bom começo.

AP: Vocês já tiveram religião ou não, e se tiveram, por que hoje permanecem no ateísmo?

AH: Quase todos os ateus foram criadas em lares religiosos. Comigo foi diferente, fui criada em uma família de ateus mas, mesmo assim, eu tive uma fase religiosa, de busca por alguma resposta "espiritual".


O ateísmo se torna praticamente inevitável, não é uma decisão, mas uma conclusão, a partir da análise de todos os argumentos em favor da existência de um deus.

Chega uma hora em que chegamos à conclusão de que os argumentos não convencem de jeito nenhum, e passamos a buscar respostas no mundo natural, através da ciência - que é uma atividade incompleta e imperfeita, e humilde o suficiente para admitir isso em vez de alegar ter a verdade absoluta.

Se os religiosos discordam de nós, tem todo o direito de fazê-lo com argumentos. Ter ódio de nós não vai resolver o debate sobre a existência de um ou mais deuses.

A:Fui criada em uma família católica e fui batizada, não cheguei a fazer primeira comunhão não lembro o porque, mas me recusei a fazer.


Eu tinha medo e duvidar da existência de deus e de todos os outros santos, mas em uma aula de filosofia no ano passado nosso professor falou sobre questionar tudo, e foi o que eu fiz e vi quanta coisa errada tinha ali.

AP: Que providências, para vocês, o Brasil deveria tomar para que o preconceito religioso acabe, ou pelo menos diminua, uma vez que somos um Estado Laico?

AH:O ensino religioso nas escolas públicas devia ser abolido, e deveria se ensinar a história das religiões nas aulas de sociologia e história, de forma neutra.


O ensino religioso deve ser restrito à igreja da preferência de cada família, e nas escolas particulares abertamente confessionais.

Um excelente texto que ilustra bem o problema pode ser encontrado nesse link, numa postagem feita no blog Bule Voador, o blog oficial da LiHS:



"Pesquisa da Universidade de Brasília conclui que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro."

A: Acho que assim como acontece com o preconceito racial deveria se criar um disque denuncia e por na cadeia os preconceituosos!


Todo o tipo de preconceito deve ser punido! Para começo, não ter medo de mostrar suas opiniões e mostrar que ser ateu não é coisa do outro mundo.


ATEU POETA

Ceará-Rio Grande do Sul

Entrevista concedida via e-mail.